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quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Acróstico ao meu Pai.

Para quem não conhece, um acróstico é uma forma de poesia em que as primeiras letras (às vezes, as do meio ou do fim) de cada verso formam, em sentido vertical, um ou mais nomes ou um conceito, máxima etc.

Hoje vou homenagear meu Pai: 
CICERO ANTONIO DOS SANTOS.

Com amor me criou

Independente do preconceito

Cumpriu seu dever de pai

Esse homem foi meu herói eu

Respeito sua coragem

Onde havia medo ele viu


Amor me adotou sendo um garotinho

Negro num

Tempo que o preconceito reinava

Onde quer você fosse,

Ninguém adotava filho negro

Isso erá loucura enfrentar 

O que ele enfrentou


De críticas à olhares...

Ouviu muita piada e resistência

Sua família era diferente 


Se abriram para a ideia de um filho

Adotado

Nos seu abraço sentiu o amor

Tudo a 51 anos atrás um pai de

Ouro eternamente meu

Super pai.





#homenagempostuma #rip #Adoção #FilhoAdotivo #FilhodoCoração

domingo, 9 de agosto de 2015

Feliz dia Dos Pais - Filhos de Sangue ou Adotivos?




Enquanto orfanatos e abrigos continuam cheios de menores abandonados,
Novos casais se formam, sonhando com um filho de sangue,
 Seja para manter a tradição e levar adiante o nome da família.
Ou apenas por vaidade.

Se parar para pensar, isso tudo é bobagem
O mundo com suas guerras, crises sociais, a violência gerando frutos
De tantos filhos sem pais.

Que tal fazer a caridade e se doar de coração,
Amar a quem não espera nada, além de seu amor e atenção.
Toda criança precisa de carinho, precisa de proteção. 
Infelizmente tem muita criança órfã que come menos que o seu cão.



Muitas vagão pelo mundo, 
Enquanto cães e gatos recebem mais atenção,
Madames desfilam suas roupinhas e lacinhos.
Enquanto por uma moeda um órfão, limpa a sujeira que ficou no chão.

Quando um casal resolve adotar um filho,
Só o Fazem em  ultima opção. 
Quando um deles é infértil, ou se consome pela solidão.

Geralmente buscam uma criança linda
Branca como a neve ou loirinhas olhos verdes,
 Ou os mais parecidos com o casal, 

Os pretinhos ou deficientes,
Ficam de lado, esquecidos e ao crescer, são jogados no mundão.
Contando apenas com a própria sorte.
Sem teto e sem profissão, muitos deles se perdem roubando,
Gerando mais filhos sem proteção.


Pior os que nascem nas ruas,
Que nem tiveram a chance de experimentar,
O calor de um aconchego, 
Só com uma sacola para no frio se esquentar.

Ao invés de brinquedos
Recebem um pano
Para no farol seu carro limpar
Você olha feio e diz que não tem moeda
Pensando que ele vai te roubar.


Chega de tanta hipocrisia, 
Será que um dia isso vai mudar?
Se quer mesmo ajudar o próximo,
Deixe o coração e o amor falar.

Adote uma criança  sem olhar,  cor, raça, religião ou deficiência,
 Se um dia isso acontecer, o mundo despertou a verdadeira consciência!


Os orfanatos ficarão vazios,
 As ruas e faróis não terão mais essas cenas, 
com crianças miseráveis, com fome, frio, ou outro problema.

 O mundo já tem muita gente,
Tem gente até demais 
Infelizmente a maioria delas, são crianças ou adultos que não tem ou nem conheceram seus pais.

Todos filhos do acaso, que não pediram para nascer, 
Já que nasceu e estão aqui,
Para mudar seu destino, ele precisa de você

Basta acolher e dar um lar,
O Sangue é um detalhe, que ao morrer ele para de circular
Mas o Amor de um Pai, uma mãe, uma família, 
Nem o tempo pode apagar.

Sua casa é um lar perfeito,
Tudo que um órfão sonhou em ter
Para fazer ele feliz, só precisa de Você!

"Feliz dia Dos Pais, Mães, Tios, Tias, Avós, que adotam e acolheram uma criança, ensinando os valores da vida e amando o próximo como a ti mesmo, lição que nosso Mestre Jesus a tanto tempo ensinou. Saiba que um mundo melhor, você ajudou a construir, nada paga a alegria de uma criança a sorrir".
 








domingo, 22 de março de 2015

Quando eu Nasci...


Eu estava no céu, 
Entre outros anjos voando no espaço infinito,
Descansando nas nuvens de algodão, 
Curtindo a paz celeste que preenche o coração.

Mas, um dia olhei para baixo e vi a terra, 
Seu mar azul e planícies verdejantes
Tudo era tão lindo que pensei:
"Quero morar neste Lugar"

Para isso acontecer,
Roubei as flechas do cupido e atirei no primeiro casal que encontrei.
Ou seja, meus futuros pais... 
No primeiro momento de amor 
Eu entrei no ventre de minha mãe, 

Nove meses depois, cheguei em suas vidas,
Entre gritos de dor, sorrisos e lagrimas, eu fui acolhido nesse novo mundo,
Não sei quem me pegou primeiro, se foi a parteira, ou o medico de plantão num hospital publico, 
Mas com plenos pulmões, dei meu primeiro choro.

Descobri que outros viriam em seguida, 
Nasci numa família pobre, passando a ser uma boca a mais para dividir o pão.
Fiz meu pai trabalhar em dobro em seu cargo de pião de obra, 

Mamãe também se virava, 
trabalhando de domestica, 
E ganhando uma  mixaria,
Isso dava uma ideia da vidinha que eu teria, 

Quando eu nasci, não fui o primeiro.
Já havia outros irmãos para meus pais se preocupar.
Para piorar a situação, 
Mamãe morreu.

 Fui adotado e conheci meus novos pais.
Pais que DEUS havia providenciado,
O resto da história...Eu conto depois.


Mas hoje eu sei,
Que lugar de anjo é no céu!

by: José Roberto da Silva

domingo, 14 de setembro de 2014

ANGELINA



DEUS escreve certo por linhas tortas.
Alguns eventos acontecem para juntar as peças que o destino espalha pelo mundo.
Foi assim, que essa mulher de nome angelical apareceu em minha vida....

Eu tinha apenas quatro anos de idade quando minha mãe morreu em um trágico acidente que também 
vitimou meu irmão caçula. Nessa época, minha vizinha, veio a se tornar minha futura mãe.
Após a morte de minha genitora, meu pai  espalhou os outros irmãos...
Dois deles foram morar com minha avó, um deles com uma tia no interior,
E eu fui morar com minha vizinha de nome ANGELINA, que se comoveu com minha situação e comprou uma briga com sua família e também seu marido, pois, tinham pouco tempo de casados e uma filha de alguns meses.

Sem falar no dilema de uma família branca adotar um filho negro numa época em que o preconceito racial era um tabu maior que hoje, mesmo assim, ANGELINA, não se intimidou.
Seu gesto de caridade, amor e compaixão falou mais alto e se tornou minha mãe adotiva.
Seu marido com o tempo passou a me chamar de Meu Negão, me educou e me criou, como filho legitimo sem discriminação, graças a coragem de ANGELINA.

Texto: José Roberto (Betão)